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Recomendação salvaguarda Arte Pública

Na urbe de lagos são múltiplos os exemplos de arte pública mutilada, vandalizada, esquecida ou menorizada. Cabe pois a nós, entidade representativa dos cidadãos lacobrigenses enumerar muitos dos casos contatados e propor soluções para os mesmos:

a) D. Sebastião (1973), de João Cutileiro, na mais nobre praça do concelho, carece de placa explicativa da obra, uma vez que o modernismo da estátua é ele próprio um marco histórico na arte pública portuguesa do séc. XX.

b) Homenagem aos Pescadores (1995), de Tolentino Abegoaria, necessita de reparação geral e de elementos em falta.

c) Vénus Deitada (década de 80), de João Cutileiro, necessita de um plinto que a retire do nível da calçada, onde está exposta a choques diretos com transeuntes, rodas de veículos leves ou à ação dos cães.

d) Painel Policromático (1991), de Jorge Mealha, na ponte pedonal de acesso à Marina, tem em falta grande parte dos azulejos da sua composição, que devem ser repostos.

e) Dia Internacional da Criança (1979), de José Vieira Cabrita, está ofuscada na sua leitura pela sobreposição de um banco público e de uma papeleira, que devem retirar-se.

f) Sem Título (década de 90), de Jorge Vieira, atrás dos Paços do Concelho, necessita pintura e da reposição do jogo de luzes originais, que lhe permitem uma leitura mais completa.

Considerando estes aspetos, a Assembleia Municipal de Lagos recomenda ao executivo municipal que promova e dignifique a arte pública contemporânea lacobrigense, começando por estes pequenos gestos de boa gestão do património contemporâneo representativo da criatividade e da vitalidade desta cidade e do concelho.

Lagos, 23 de fevereiro de 2015

 

Recomendação aprovada.